Que tecnologia usar GSM ou CDMA?

A tecnologia de acesso Múltiplo por divisão de código, mais conhecida como CDMA (Code Division Multiple Access). Tanto os dados em relação à voz, são separados por sinais por códigos, que depois são transferidos em um grande conjunto de freqüências. Assim, acaba sobrando mais espaço para a transferência de dados, esse foi um dos motivos para a tecnologia CDMA ser a tecnologia mais indicada e utilizada para o uso e acesso ao sistema 3G, que permite um amplo acesso em internet banda larga e troca de mensagens multimídias, entre outros. Quase 14% do mercado mundial pertencem à tecnologia CDMA. Para o sistema 3G, o CDMA escolheu uma das tecnologias CDMA 1x EV-DO e EV-DV, que tem muitos usuários principalmente na Ásia, assim destacando a Coréia.
Já o sistema global móvel, também conhecido pela sigla GSM (Global System Mobile), que aqui no Brasil, é vendida como uma “revolucionária novidade”, essa tecnologia é mais antiga que a CDMA e também a TDMA. Mas assim é bom destacar que em momento algum isso significa que essa tecnologia seja inferior ou mais ultrapassada que o CDMA. A sua facilidade em roaming e a grande dificuldade de fraudes, representam uma grande vantagem e fazem com que o GSM saia na frente em relação ao CDMA. Também a tecnologia GSM é a mais usada, com aproximadamente 73% do mercado mundial e é na Europa seu ponto global mais utilizado.
Já no Brasil, o mercado GSM representa em média 28%, enquanto o de CDMA sai um pouco na frente com 30%, maior parte ainda usa a tecnologia TDMA com 41%, e ainda existem celulares com a tecnologia AMPS (Analógicos) ainda ativos no país. Mais a queda no crescimento do TDMA e principalmente, a do AMPS são praticamente nulas. Enquanto o crescimento do CDMA e principalmente, a do GSM não param de surdir. Aos poucos, o TDMA tende a desaparecer. E com um forte apelo comercial das ”novas operadoras”, o numero de usuários tendem ultrapassar o CDMA o mais rápido do que o esperado.
Por isso, então, a disputa pela maior fatia de mercado entre GSM e CDMA (que no Brasil opera somente com a Vivo, ainda a maior operadora do País). Assim, de um lado, a tecnologia GSM afirma que é a melhor “Porque tem chip, e porque é a tecnologia mais usada no mundo todo, é a mais segura e a mais avançada…”. De outro lado está o CDMA que indaga dizendo que é a melhor: porque “É a tecnologia 3G, e é a que mais tem cobertura no Brasil, o GSM vai migrar para o CDMA por ser a tecnologia mais avançada”.
Mas afinal, qual esta certa? Durante o 3° Seminário de Roaming que ocorreu no Rio de Janeiro, o gerente feral para assuntos governamentais da Nokia, Raimundo Duarte, afirmou que ”esse assunto deixou de ser técnica, e agora é apenas mercadológica”. E essa é melhor maneira de definir a discussão travada entre as duas mais utilizadas tecnologias de comunicação móvel.
No começo, a tecnologia GSM realmente era a melhor, tinha mais serviços, fornecia maior troca de dados. Quando veio para o Brasil, provocou o mercado, trazendo mais concorrência, que teve como resultado, mais serviços e maior uso do telefone celular.
Mas, CDMA, com receio da nova concorrência, se deu conta do potencial evolutivo de sua tecnologia e tratou rapidamente de ir atrás do prejuízo. Hoje, não se dá pra dizer que os serviços GSM são melhores ou piores que o CDMA.
A nova tecnologia CDMA 1XRTT, é só o começo do que está por vir na 3G, permitindo ainda uma maior velocidade.
Concluindo, nos dias de hoje essas duas tecnologias estão bem preparadas em termos de tecnologia, mas este quadro provavelmente não permanecerá assim no futuro; afinal, o mercado evolutivo CDMA é bem amplo e, por isso em poucos anos será superior ao GSM, mas isso não significa que o GSM vai desaparecer, provavelmente eles vão migrar para continuar essa batalha… Pois, operadoras CDMA de hoje optaram pelo 1xEV-DO e 1XEV-DV para sua rede 3G.
E as operadoras com a qualidade GSM optaram por uma tecnologia diferente, o WCDMA. E apesar do uso da tecnologia CDMA, essas operadoras poderão continuar utilizando a rede GSM de hoje. E os consumidores nem vão perceber a migração para a próxima geração.























